Ele é fogo e ela é agua.
Ele é certeza e ela é duvida.
Ele é calmaria e ela é tensão.
Ele é independência e ela é dependência.
Ele é segurança e ela é insegurança.
Ele é calado e ela é tagarela.
Ele é fé e ela é incredulidade.
Ele é o novo e ela é o velho.
Ele é rapidez e ela é lentidão
Ele é premeditação e ela é impulsividade.
Ele é esquecimento e ela é lembrança.
Ele é ela e ela é ele.
São como dois opostos, que se tensionam, quando não se é um necessariamente se é o outro.E não sabem disso, apenas vivem , como quem não tem consciência da totalidade que os opostos lhe dão. São completos, fechados, juntos, são um enquanto são dois e mesmo que não saibam, nunca deixaram, nem deixarão de ser.
Para Renato Faya, minha grande inspiração diária.
Lana.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Anh? Viver? Não sei, acho que perdi por aí....
Sou tão fugaz, quanto esse texto!
Cada linha que escrevo me foge a linha de baixo!Tento metáforas das quais não sei fazer uso.
Troco de ideias como quem muito fútil troca de roupa.
Minhas ideias são minha vaidade, e muitas vezes troco elas por uma boa ida ao salão.
Sou volúvel como o tempo. Meus pensamentos mudam a cada instante e sempre perco o anterior! Ou não?!
Não tenho mais noção do inicio, o fim já me passou, e o agora quando vejo já perdi!
Sou sem limite, sem lugar, sem tempo!
Só sei ser o que é, o que não é já não pertence!
Peço que bata a porta, seja educado a mesa, e me retribua com uma boa noite!
Prometo ficar em silencio, sou de bom uso, não reclamo, mas em compensação não farei propaganda.
Sou perfeito exemplar que originou mais da metade da população atual. Quando penso em tudo que não me é agradável, vejo televisão por 5 minutos e já esqueço, adoro um BBB, e o cérebro é a única parte do corpo a qual não tenho a menor noção de pra que serve, em contra partida faço bom uso de todo o resto, já que fui programada pra isso desde que nasci.
Ao final faça como todos, diga que me ama, e saia pela porta antes do café da manhã do dia seguinte. Fico grata!
Quando entediada banco a intelectual, mas isso passa rápido, não precisa se preocupar, não questionarei a sua fidelidade, amor e dedicação, quanto mais o porque de todo o meu amor próprio já ter sumido!
Passado essa fase assombrosa de pensar, sentir e ser, me retiro, volto aos meus pensamentos anteriores.
Arrumo a cama, espero por um amor perfeito e esqueço mais uma vez de viver!
Cada linha que escrevo me foge a linha de baixo!Tento metáforas das quais não sei fazer uso.
Troco de ideias como quem muito fútil troca de roupa.
Minhas ideias são minha vaidade, e muitas vezes troco elas por uma boa ida ao salão.
Sou volúvel como o tempo. Meus pensamentos mudam a cada instante e sempre perco o anterior! Ou não?!
Não tenho mais noção do inicio, o fim já me passou, e o agora quando vejo já perdi!
Sou sem limite, sem lugar, sem tempo!
Só sei ser o que é, o que não é já não pertence!
Peço que bata a porta, seja educado a mesa, e me retribua com uma boa noite!
Prometo ficar em silencio, sou de bom uso, não reclamo, mas em compensação não farei propaganda.
Sou perfeito exemplar que originou mais da metade da população atual. Quando penso em tudo que não me é agradável, vejo televisão por 5 minutos e já esqueço, adoro um BBB, e o cérebro é a única parte do corpo a qual não tenho a menor noção de pra que serve, em contra partida faço bom uso de todo o resto, já que fui programada pra isso desde que nasci.
Ao final faça como todos, diga que me ama, e saia pela porta antes do café da manhã do dia seguinte. Fico grata!
Quando entediada banco a intelectual, mas isso passa rápido, não precisa se preocupar, não questionarei a sua fidelidade, amor e dedicação, quanto mais o porque de todo o meu amor próprio já ter sumido!
Passado essa fase assombrosa de pensar, sentir e ser, me retiro, volto aos meus pensamentos anteriores.
Arrumo a cama, espero por um amor perfeito e esqueço mais uma vez de viver!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
Martha Medeiros
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
Martha Medeiros
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Deita, relaxa e deixa o imprevisto chegar!
Ora misteriosos, ora explícitos, acabam desnorteando.E desnorteando que é muito bom!
O segredo é não se saciar de uma vez, é deixar que se saboreie um pouquinho e não se sinta completo. Acredito que no fundo todo mundo quer se sentir um pouquinho incompleto! Afinal quem nunca esteve se sentindo com tudo perfeito e do nada mudou
- O amor ?andando as mil maravilhas.- Trabalho? Maravilhoso , meu bem! -Saúde? Tudo muito bem.
Ai que saco!! Você logo pensa…O amor? não é bem assim, acho que caiu na rotina, eu não gosto tanto dele assim, e o trabalho ? esses dias tá chato, acho que a minha chefe tá de tpm. A saúde? Ih menina, senti uma dor nas costas esses dias.
Pronto é ai que tudo começa, nada mais esta tão perfeito assim, mas peraí, a cinco minutos a minha vida estava ótima, onde eu vim parar?! Meu caro amigo, você caiu na rotina, sim essa tão odiada palavrinha finalmente chegou a sua vida e tirou todo o seu caminho do eixo, você está um tanto quanto fud.. ferrado.
Ai que eu me pergunto, será que eu gosto mesmo é de sofrer? Talvez no fundo um pouco, mas qual a graça do relacionamento sem aquela famosa discussão pós churrasco com os amigos, ou do trabalho sem os estresses com o chefe. O bom mesmo é aproveitar as pequenas surpresas do dia a dia! Não encher o copo, e sentir sempre aquela última pontinha de sede que te faz querer voltar e enche-lo novamente. O bom é o não esperado, é simples imprevisto.
Mas que rotina essa de sempre ter um imprevisto! Acho que no fundo, não anda nada tão bem assim…
O segredo é não se saciar de uma vez, é deixar que se saboreie um pouquinho e não se sinta completo. Acredito que no fundo todo mundo quer se sentir um pouquinho incompleto! Afinal quem nunca esteve se sentindo com tudo perfeito e do nada mudou
- O amor ?andando as mil maravilhas.- Trabalho? Maravilhoso , meu bem! -Saúde? Tudo muito bem.
Ai que saco!! Você logo pensa…O amor? não é bem assim, acho que caiu na rotina, eu não gosto tanto dele assim, e o trabalho ? esses dias tá chato, acho que a minha chefe tá de tpm. A saúde? Ih menina, senti uma dor nas costas esses dias.
Pronto é ai que tudo começa, nada mais esta tão perfeito assim, mas peraí, a cinco minutos a minha vida estava ótima, onde eu vim parar?! Meu caro amigo, você caiu na rotina, sim essa tão odiada palavrinha finalmente chegou a sua vida e tirou todo o seu caminho do eixo, você está um tanto quanto fud.. ferrado.
Ai que eu me pergunto, será que eu gosto mesmo é de sofrer? Talvez no fundo um pouco, mas qual a graça do relacionamento sem aquela famosa discussão pós churrasco com os amigos, ou do trabalho sem os estresses com o chefe. O bom mesmo é aproveitar as pequenas surpresas do dia a dia! Não encher o copo, e sentir sempre aquela última pontinha de sede que te faz querer voltar e enche-lo novamente. O bom é o não esperado, é simples imprevisto.
Mas que rotina essa de sempre ter um imprevisto! Acho que no fundo, não anda nada tão bem assim…
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Clarice Lispector.
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eros e Psique

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
Fernando Pessoa
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